Um dia, quero ser

Um dia, quero ser uma mulher forte, uma mulher que dê suporte ao meu marido e apoio aos meus filhos. Quero confiar neles, ter ...



Um dia, quero ser uma mulher forte, uma mulher que dê suporte ao meu marido e apoio aos meus filhos. Quero confiar neles, ter uma relação próxima e entregar o cuidado deles a Alguém que pode olhar por eles ainda mais do que eu. Quero ter o conhecimento suficiente, «saber falar às outras pessoas aquilo que eu aprendi, levar pessoas a conhecerem a felicidade e o objectivo de vida como eu conheci, ser um exemplo, um apoio, suporte, e ajuda para muita gente.

Não quero ser daquelas famílias que não têm horas de refeição comuns, que passam as noites no computador, que não têm diálogo normal, e o diálogo corrente é baseado em aumentos de tom de voz e palavras ríspidas. Não quero permanecer a minha vida inteira do lado de alguém que não entende os meus ideais, que não gosta das minhas características, da minha "infantilidade" e bacuradas, daquilo que eu realmente sou, muito menos quem não aceita aquilo pelo que eu realmente vivo, Deus.

Quero ter uma vaga lista de cidades visitadas e fotografias tiradas, quero ver imensas coisas, ter uma farda cheia e completa, muitas especialidades, uma colecção de lenços de diferentes países, enfim, 500 coisas +.+

Adoro pensar na ideia de estar lá fora, com alguém que me entende, alguém que gosta daquilo que sou, alguém que me faz sentir orgulhosa de ter nascido assim. Quero passar a vida a ocupar o espaço que usualmente deixo vazio em determinados sítios, quero ter quem me segure, quem me ajude a descansar rapidamente, quem fale enquanto durma, quem faça como que não precise de botijas, quem me faça rir constantemente por coisas fora do comum, quem fale comigo de vícios japoneses e tenha facilidade em comunicar-se comigo em diversas línguas, até mesmo 3.

É óptimo pensar que posso ter um fim-de-semana a guardar o que sempre quis, com felicidade, cada semana a me lembrar do que realmente importa, a fazer múltiplas visitas à praia, a bronzear com facilidade, a usar finalmente bikinis que me servem como não há cá em Portugal, e finalmente ter o meu trabalho e a vida feita. É ainda melhor pensar que posso ter a oportunidade de viver diariamente do lado do meu solzinho, do óptimo clima, perto de animais os quais só tenho acesso aqui em áreas restritas. Quem sabe a fazer coisas as quais aqui neste país se denomina de ilegal, como a posse de determinados bichos fofinhos.

E um dia, lá ouvirei (quem sabe) do decreto dominical por todo o planeta, e aí não haverá mais fuga possível. Por enquanto, posso fugir nem que seja por um pouco apenas do jornal diário de crise, e pessoas que ainda acreditam num país melhor. Quando mais tarde ficar sem saída, quero, definitivamente, ter do meu lado alguém o qual me foi enviado, e que pode me acompanhar nas viagens de um lado para o outro, em fuga de algo o qual não podemos fazer nada, esperando por Alguém o qual já esperamos há anos.

Eu por mim já me decidi, já tenho o ideal daquilo que um dia quero ser. Não me sinto perdida, por isso, agora é deixar os anos passar, enquanto trabalho para um dia, poder viver os meus sonhos todos.

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