Sonhos, não se desfarão... Como castelos, na areia do mar...

Sempre fui menina de sonhos, fantasias. Desde pequena que sempre sonhei viver num casinha de madeira, pequenina, de um único ...


Sempre fui menina de sonhos, fantasias. Desde pequena que sempre sonhei viver num casinha de madeira, pequenina, de um único piso, com divisórias suficientes e nada mais. Uma entradazinha mais larga tipo varanda, um lindo jardim com espaço para praticar desporto e imensas árvores de fruto, quem sabe uma subidazinha para saltar até ao telhado e olhar as estrelas durante a noite. Passar dias a trabalhar, cuidar da casa e ainda ter tempo para praticar desporto, ver anime e socializar, fazer daqueles eventozinhos que me dava sempre na telha para organizar; andar de transportes públicos e bicicleta, quem sabe começar a andar de patins; viajar tanto quanto puder; ser feliz. Entretanto, "conheci" o Japão. O meu ideal de casa ficou ainda mais bem definido quando vi a quantidade de modelos existentes daquilo que eu tanto imaginava; quando vi a paisagem, cultura e vida que nem sabia que existia. Afinal de contas, porque é que eu nasci em Portugal? Realmente, enquanto não temos bem a percepção sensata da realidade, parece que tudo é simples: pensamos que vamos trabalhar e do nosso trabalho árduo, resultará tempo para tudo, felicidade e dinheiro para termos a vida que sempre quisemos - ainda mais eu, que não queria nada de luxuoso e portanto achava que seria mais fácil.

Mas agora, que sabemos bem o que nos resta, pensamos em coisas mais concretas, mais palpáveis - uma casa que me vai ser doada, que precisa de (talvez tenha dinheiro para fazer) mudanças, obras, talvez deitar isto ou aquilo a baixo (odeio coisas grandes T_T). Queria deixar espaço, para além do básico, para uma bibliotecazinha como sempre quis, onde se arranja o espacinho para ler num puff, ir para o computador, ou estudar (nessa altura, não eu :p). O computador mesmo é uma dúvida, uma vez que pessoas como eu dão-lhe uso sem ser numa cadeira :p Talvez por isso pensasse em fazer ainda um espaçozinho pequeno tipo arrecadação desportiva, ginásio, como queiram. Eram os únicos espaços a mais que eu gostava de guardar, por norma. Um espaçozinho pequeno para manter o espírito agrícula e as minhas árvores de fruto, quem sabe umas florezinhas. Televisão não me interessa para praticamente nada; ter um carro, mas andar sempre que possível de transportes públicos, pequenas distâncias evitar transportes (excepto bicicleta xD); aproveitar espaços livres de forma razoável, saudável e moderado.

...

Volto a ler o que escrevi. O meu segundo parágrafo, não muda muito do primeiro - apenas encurtei as minhas rédeas e extravagâncias, tentei adequar o meu discurso à realidade e diminui os custos e os gastos, pegando no grande e tornando-o pequeno. No fim de contas, acho que vou ser sonhadora toda a vida, mesmo quando tiver plena consciência (se já não a tenho) de que mais de metade do que idealizo, é mais dispendioso e abstracto do que parece.

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