Doce Diferença

Há dias perguntava-me "como é que durante tanto tanto tempo, eu fui capaz de me manter imune à ideia de me imaginar com alguém?" ...

Há dias perguntava-me "como é que durante tanto tanto tempo, eu fui capaz de me manter imune à ideia de me imaginar com alguém?"
Antes de mais, gostaria de te dizer que foste tu, de entre tantas pessoas, a quem eu mais me afeiçoei. Naquele dia, tu sabias que era o último - não porque to disse directamente, mas de forma indirecta. Para ser sincera, nunca tive coragem de to dizer. Nem isso, nem tantas outras coisas que queria ter dito. Foste tu que, nesse mesmo dia, me obrigaste a tratar de arranjar uma tarefa para longe das outras pessoas, para esconder as lágrimas que estavam prestes a cair só de me imaginar a deixar-te. A ideia custava só de entrar na minha cabeça. Confesso que ficava contente quando aquele dia da semana chegava e eu bem começava a perceber porquê. Comecei a dar comigo a pensar em cuidar de ti, em ter-te diariamente do meu lado a rires-te das minhas baboseiras e a impores respeito quando preciso, a opinares com a tua inteligência do costume, a partilhares da minha preocupação maior e eu das tuas, em levar-te de um lado para o outro, em fazer tudo por tudo para melhorar a tua condição... até que eu parava o meu pensamento para me lembrar que existia o factor idade, o facto possibilidade, o factor tanta coisa.
Eras alguém que eu nunca pensei em me afeiçoar sequer: porque até no início, eras claramente alguém que parecia se fechar na sua conchinha - e ainda hoje acho isso. Ainda assim, senti que aos poucos deixas-te de o fazer comigo. Para mim, era uma honra poder estar ao teu lado e ver-te sorrir.


Uma vez mais voltei a ter oportunidade de te dizer coisas que gostaria de te contar. Talvez isso fizesse com que tivesses um ar diferente, mais alegre. Mas mais uma vez, fui incapaz de te dizer. Limitei-me a falar palavras normais e generalizadas só para ver nem que fosse uma vez mais aquele teu sorriso. Mas para quê, eu já sabia que bastava eu olhar para ti que logo de seguida estarias a sorrir!
Sabes, ainda tenho tanto para te dizer, mas mais uma vez, não fui capaz.
O problema estava na convivência, que era marcada de uma hora a outra e não passava disso. Dei comigo novamente a pensar que, se a vida o tivesse proporcionado, creio que teria sido um enorme gosto meu, de todo. E seria mesmo algo óptimo :) Mas ela não o permitiu, vá-se lá compreendê-la! Sabes que mais? Agora já tenho a resposta à minha primeira pergunta, bem como a outra: é verídico que já tive a minha experiência, daquelas que ninguém percebe e garanto que foi das que, se levasse mais tempo, seria de fazer algo.
Talvez isto vá ser algo que fique só entre nós - não aquilo que ficou por dizer, mas a parte do meu contentamento com a tua presença (afinal de contas, era algo recíproco *.*). Fizeste-me aprender muito na vida. Obrigada :')
Vou ter tantas saudades! :x

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