Serra da Estrela, a mesma, os mesmos *_*

O dia começava bem. Já tinha esperado mais de meia hora pelo autocarro, já tinha visto alguém com um sorriso de orelha a orelha de fato d...


O dia começava bem. Já tinha esperado mais de meia hora pelo autocarro, já tinha visto alguém com um sorriso de orelha a orelha de fato de treino, já tinha visto o meu telemóvel a bloquear vezes sem fim e eu sem ligar para a Lia, já me tinha sentado enquanto um velho tarado passava ah minha frente e ficava parado a olhar para mim com sorriso de saca-rolhas, já tinha reparado que tinha um rasgão enorme nas calças num sítio indevido e iria ter que as usar, já tinha (re)visto algumas pessoas que já tinha imensas saudades e conhecido outras das quais já ouço falar ah que gerações e ainda já tinha visto passar no carro o Tony e os gémeos.

Mas enfim isso tudo passou. Chegámos e eu, na minha ignorância, olhei para os presentes e pensei "está tudo na mesma". E estaria, se não houvesse uma exclusão que me deixou tipo "oi?", à semelhança do que aconteceu na minha ultima visita do ACNAC, por motivos extremamente parecidos (para não dizer iguais). Continuando...
Após os cumprimentos e tal, lá arranjamos as coisas e partimos. Sei que iamos atropelando os condutores da passadeira, dissemos que "Se cá nevasse fazia-se cá ski" e ainda tivemos oportunidade de falar um pouco do snowboard após olharmos para a estância da serra (que saudades que eu tenho do snowboard, aquilo é uma paixão, quero comprar uma menina para mim ♥).
Foi então que fomos ao Covão D'ametade (para variar :p), fomos ver as instalações e depois então assentamos. Após decidir quem montava e quem apanhava lenha (eu que já estou tão habituada a esta vida fui mais a Lia), tentamos fazer uma fogueira - sim, tentamos, pq foi extremamente difícil (We've got the fire! *vai-se* (...) *volta* The fire is back!)! Mas como tudo o que custa acaba por sair bem, quando feita, ficou feita até muuuito tarde +.+
Cantámos, fizemos o nosso momento de reverência, aquecemo-nos ao quentinho das labaredas (enormes) e jantámos. De seguida houve um momento de tentativa de interrelação entre os escuteiros (que mais tarde vim a saber que eram da Guarda, quando fui tentar encher a água e o monitor deles me ajudou a subir o muro e perguntou de onde éramos xD) que resultou em nada, uma vez que os meninos deitaram-se cedo e prosseguimos com um jogo de aproximação (quantas saudades *_*) que não resultou em nada pq o Junior e o Julian decidiram desatar a correr com a lanterna --'). De resto, bastou um momento em que ficamos Eu, a Lia, a Andreia, a Sara, o Junior e o Julian a rirmo-nos tanto quanto podíamos, à custa de piadas racistas (--') mas que tinham piada pela "piada" mesmo e pela forma como o Julian se ria e não conseguia contar a anedota - imperdível, mesmo.
Foi ainda um Bear Grylls para cá e para lá toda a santa noite (e dia!).
Enfim tentámos dormir após (também tentar) secar as minhas meias e sapatilhas, acordando sempre com os pés gelados e unicamente nos contentando com as especialidades do Fifas - os cantis de água quente (*_*) que, de tantos, acabei por dormir sem nenhum --'. Mas como o meu saco de cama é hyper quentinho, embora não aqueça os pés, acabei por lá dormir, sem tantas horas de sono e tal, mas altamente equipada com horas de frio nos pés xD
Acordar bem e tal, tomar o pequeno almoço, usar a casa de banho natural e arrumar tudo, lá fomos nós para um suposto Mini-Trekking, que se tornou num Big-Dangerous-Fulloffloraandsnow-Scary-Trekking, onde por incrível que pareça andamos a escalar montes, arranhar as nossas queridas mãos e pernas, escorregar no gelo e molhar pés ou mesmo afundar os pés um solo falso coberto de neve. Mas enfim, ainda deu para encontrarmos a solução e vermos a fofura das casas típicas da serra *_*
Anyway, chegamos e comemos.

Foi tão bom, mas tão curto.

Não sei explicar, foi como se a última vez que lá fomos fosse igualzinha a esta, sem tirar nem pôr, como se as pessoas e a energia fosse a mesma e eu ainda estava lá, como sempre estive. Como se (e ainda) me lembrasse das músicas todas de trás para a frente e de frente para trás, mantivesse (e mantinha) aquele lenço às riscas amarelas e azuis no peito com tanto orgulho, como se eu fosse um membro daquela família e ali era o ambiente em que me sentia melhor.
E foram aqueles momentos que verdadeiramente me lembraram daquele sentimento e me fizeram voltar a lembrar o porquê de eu ter chorado tanto naquele último acampamento - afinal de contas, aquilo era a minha verdadeira vida.
Agora, eu só posso agradecer, agradecer e agradecer por me continuarem a proporcionar aquilo que eu perdi e que tenho tantas saudades, mesmo sem eu estar na igreja.
Tenho saudades de tanta coisa, que nem sei ao certo sobre que hei de falar. Só sei que o Caixeiro deixou a mensagem de "para a próxima vez" e isso fez com que eu quase chorasse de emoção. Sei lá, à coisas que fazem parte de ti: te fazem sentir única, especial e diferente de todos os outros e esta parte sempre foi uma delas.



Já que não posso dedicar a minha vida àquilo (ou a quem) não me surge, prefiro dedicá-la àquilo que sempre dediquei durante tantos anos, e que me ocupou a cabeça *_*. Achei a resposta para tantas das minhas perguntas. Muito obrigada :')

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